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Viagem para o Futuro

Em novembro de 1921, saia de Estocolmo na Suécia o navio chamado “Stavangerford” rumo à Nova York, com escala em Kristiania, na Noruega. Nele embarcavam Samuel Hedlund e Tora Hedlund e mais os missionários Daniel Berg e Sara, Augusta Anderson, Ester Anderson e Nels J. Nelson e ainda Elisabeth Johanson e Ingrid Anderson.

Em fevereiro de 1922 eles chegaram à Nova York e saíram no Navio “Uberaba” rumo ao Brasil, passando por Barbados, ilha Oeste do Oceano Atlântico, e depois em Ilha de Santa Cruz, onde Cabral havia aportado.

Missionário Samuel Hedlund foi o terceiro pastor da Igreja em São Paulo, instalada na Rua Alcântara Machado, 616, Bairro do Belenzinho.

 

O início da fé em Campinas

Em abril de 1936, sabendo que missionários Simon Lundgren e Ester Anderson já haviam visitado Campinas (SP) e desenvolvido um grande trabalho de evangelização através de literaturas, Samuel Hedlund fixou residência na cidade verdejante. No mesmo ano, alugou um salão na Rua Regente Feijó, 337, onde se realizaram os primeiros cultos, assistidos apenas pelos Hedlund e um senhor que fora evangelizado.

A seguir, converteram-se Joaquina Maria do Espírito Santo e Atílio Perrot. Atílio era um açougueiro tido na região como valentão e promotor de desordens. Por isso, era muito temido. Mas a esposa do missionário convidara Joaquina, esposa de Atílio, para assistir a um culto. Na reunião, ela entregou-se a Jesus, e por isso passou a ser maltratada pelo marido. Hedlund resolveu visitá-lo, mas foi expulso da casa de Atílio, que o insultou e ameaçou, dizendo: “Você ganhou a minha esposa, mas a mim você não ganha. Sou católico apostólico romano e sei o que faço”. O homem de Deus não se deu por vencido e continuou orando e visitando Atílio, até que ele se converteu.

Três meses depois do insulto, em 18 de setembro de 1936, Hedlund realizou o primeiro batismo em águas, e entre os batizandos estavam Atílio e a esposa. A alegria enchia-lhes o rosto. No ato, o missionário quebrou em público o revólver que pertencera ao ex-desordeiro. Esse testemunho impactou a cidade e o trabalho começou a crescer.

As conversões se multiplicaram e o salão se tornou pequeno para comportar o povo. Hedlund, então, alugou um novo salão muito maior, que logo ficou também superlotado.

No ano de 1941 a igreja já estava com congregações em Nova Odessa, Americana, Santa Barbara D’Oeste, Carioba, Tatu, Pedreira, Mogi Mirim e Itapira e em outras cidades.

 

Novos rumos na fé

Em 10 de janeiro de 1942 foi confeccionada uma ata de fundação da igreja onde estavam presentes as seguintes pessoas: Artur de Moraes Fonseca, Orlando Pompeu, Paulo Quatel, José Campos, João Benedito Alves, Joaquim Alexandre de Souza, Luiza Diniz Quatel e Benedita de Almeida. Na oportunidade, a direção desta igreja foi entregue ao pastor Paulo Leivas Macalão, presidente da AD Madureira, com sede no Distrito Federal, que indicou para direção da igreja o presbítero João Pratavieira.

 

Uma nova administração

No ano de 1944, João Prataviera assumiu a igreja como presidente, sendo que em 1956 uma nova diretoria foi empossada, sendo eleitos os seguintes membros: presidente Irineu Ramos de Carvalho; vice – presidente João Pereira Campos; secretários José Venâncio de Nascimento e João Pinheiro; tesoureiro Sudário Pereira dos Santos.

Nesta data a igreja figura como sede na Rua Dom Pedro I, 551 – Vila Nova. No ano de 1958 a diretoria muda e o pastor João Pratavieira retorna a presidência, Alberto Pereira (vice-presidência) João Pinherio (1º Secretario) Benedito Barros Antualpa (2º Secretário) na tesouraria Antonio Ferreira Lopes.

 

Um novo ministério

A cidade de Campinas estava em franco crescimento recebendo indústrias e investimentos com um aumento populacional crescente, daí a liderança da igreja em São Paulo resolveu investir na abertura de igrejas visando à expansão do evangelho no município.

No ano de 1949 o pastor Delfino Bruneli abriu um novo salão de culto na Rua Buarque de Macedo, nº 22.  Nesta época o Evangelista Orlando Pompeu, que trabalhava na Estação Ferroviária, foi indicado para dirigir o Trabalho. Iniciava-se naqueles dias a história da Assembléia de Deus em Vila Industrial.

O evangelista Orlando Pompeu permaneceu dirigindo a igreja até o ano de 1951, quando passou a direção do trabalho ao pastor Francisco Camargo, que na época dirigia a igreja em Indaiatuba. Pastor Francisco mudou-se para Campinas juntamente com sua esposa irmã Maria, as filhas Alice e Raquel e o seu filho Elias.

Em sua gestão foram registradas diversas conversões, inclusive do irmão Nelson Rezende e sua esposa Helena Rezende. Diversos batismos foram realizados na Lagoa do Taquaral.

A igreja permaneceu na Buarque Macedo até o ano de 1951 sendo transferida para a sala da casa do pastor Francisco Camargo na Rua Alferes Raimundo.

Em 1954 pastor Francisco Camargo comprou um velho casarão na Sales de Oliveira, 845, onde foi dado início a construção de um novo templo, que foi inaugurado no dia 11 de setembro de 1955. Nesta época pastor Francisco passou a residir em um apartamento existente no fundo da nova igreja. O irmão José Ribeiro do Nascimento, que havia chegado de Londrina, ajudou muito na construção da igreja. O irmão Nelson Rezende também cooperou bastante. Em 1955 irmão José Ribeiro foi separado ao presbítério.

Em 1956 o irmão Alcides José Barbosa (90), que ainda é membro atuante da Escola Dominical e não perde um só culto de Ensino, aceitou a Jesus.

O Pastor Francisco Camargo foi transferido da cidade e em seu lugar assumiu o pastor Jacinto, vindo da Casa Verde Alta (SP).

Em 1961 o pastor Venâncio Rodrigues dos Santos, que dirigia a igreja em Adamantina foi indicado pelo presidente do ministério do Belenzinho pastor Cícero Canuto de Lima, para dirigir a igreja que na época era congregação do ministério em SP, mas já contava com as congregações de Campos Elíseos, Jardim Boa Esperança, Souzas, Socorro, Amparo, Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa e Americana.

No início de junho de 1961 o Pr. Venâncio transferiu-se para Campinas trazendo sua esposa (irmã Geralda) e seus filhos Josué, Jason, Judson, Jazer e Venâncio Jr.

Com sua chegada, vários obreiros se destacaram em Campinas dentre eles: Presbítero Antônio Tiburtino e família (vindos em 1962 da cidade de Adamantina), Lázaro Alves, Presbítero Oscar Gonçalves Prado, Sinval Mendes, José de Oliveira.

No ano de 1962 A igreja na Vila Nova se desligou da Convenção de Madureira e no ano de 1970 foi aprovado o regresso ao ministério do Belenzinho, da igreja e suas afiliadas.

Na Assembléia de Deus da Vila Industrial, foi criado o Círculo de Oração na congregação de Campos Elíseos e posteriormente na sede sendo responsáveis as irmãs Maria de Lourdes Olivério, Maria Rodrigues da Silva, Adelaide Aires e demais companheiras.

No ano de 1966 a Senhora Maria Leite Campagnoli, doou para a igreja um terreno no Jardim Nova Europa. Esta doação foi publicada na imprensa pelo jornal Diário do Povo.

Durante a sua gestão, o Pr. Venâncio convidou o irmão Jair Luiz dos Santos, para dirigir o Coral (posteriormente denominado “Vozes do Calvário”) do templo Sede.   Foi neste tempo que instituiu a ministração da Santa Ceia com o cálice individual (fato que na época foi motivo de grande polêmica!)

Também foi o Pr. Venâncio quem deu os primeiros passos para conseguir a doação do terreno onde está construído o atual templo. Este processo durou longos anos.

Em 16 de janeiro de 1969, ele deixou a igreja, transferindo-se para São Paulo, assumindo o trabalho em Campinas, o Pr. Sebastião Pereira da Silva.

 

Consolidando a Igreja

O Pr. Sebastião Pereira chegou a Campinas em um momento precioso.  A igreja crescia e com este crescimento também surgiam as dificuldades.   Deus lhe deu graça e unção e, com sua família (esposa Conceição e filhos Valdete, Vanter, Valdelice e Zezinho), recebeu o apoio do ministério local e venceram as lutas.   O período que o Pr. Sebastião e família passou em Campinas foi curto, porém precioso.  Em janeiro de 1972 o Pr. Sebastião Pereira mudou-se para Minas Gerais.

 

Novos Tempos

Em 16 de Janeiro de 1972 assumiu o trabalho em Campinas o Pr. Marinézio Soares da Silva, vindo da Lapa (SP).   Naquela época a igreja contava com 600 membros aproximadamente que congregavam no templo Sede e nas congregações de Campos Elíseos, Nova Europa, Boa Esperança, Socorro e em um pequeno salão alugado em Souzas.

Dois meses depois de sua chegada, iniciou-se uma fase de crescimento e construções de novos templos, iniciando-se pela igreja no bairro de Castelo (na cidade de Amparo).

Em 12 de maio de 1973 iniciou-se a construção do templo sede, com uma equipe voluntária de obreiros, destacando-se entre eles, o irmão João Aprígio de Souza.

O ano de 1973 também ficou marcado na história da Assembléia de Deus em Campinas, pois em 16 de outubro, a igreja iniciava o movimento de chamamos de “chave do crescimento da Igreja em Campinas”. Nessa data saía para o campo missionário a irmã Elza dos Santos.  Fato inédito não só em Campinas mas em todo o Brasil, uma vez que não havia a cultura da AD brasileira enviar missionários para o exterior e tampouco uma mulher solteira!  A irmã Elza dos Santos foi enviada para o Paraguai.

O ano de 1974 foi muito promissor para a AD Campinas, uma vez que no dia 09 de abril, a igreja recebeu sua autonomia administrativa, por parte da Igreja-Sede do Belenzinho – SP.

Também em junho do mesmo ano a igreja recebeu o Pr. José de Lima (vindo de Rancharia/SP) que chegou a tempo de participar do culto de despedida do 2º missionário a ser enviado.  Desta vez era o missionário Waldomiro Ribeiro da Silva com sua esposa Maria, que foram enviados para a cidade de Assunção (Paraguai).

No dia 12 de julho de 1974, vindo de João Monlevade- MG, chegava o Pb. Agostinho Godinho que dirigiu congregações em Paulínia, bairro de Matão, Amparo, e atualmente é Superintendente da Região 1 e o 2º Vice-Presidente do nosso campo.

No dia 25 de setembro de 1976 o pastor João Pratavieira passou a presidência da igreja ao Pastor José Wellington Bezerra da Costa, jubilando-se em seguida. O pastor Osvaldo Ceccon foi indicado para a vice-presidência, assumindo a direção da igreja de Vila Nova.

As duas igrejas (Vila Industrial e Vila Nova), paralelamente, cresciam se ramificando em toda a cidade e na região.  O trabalho prosperou grandemente não só por toda a cidade de Campinas, mas em toda a região circunvizinha.

O tempo passou e, em 23 de Setembro de 1978 deu-se a inauguração do templo Sede, na Rua Pr. Cícero Canuto de Lima, 160 – Parque Itália.

Paralelamente à este desenvolvimento, a obra também crescia no campo missionário.  Do Paraguai a missão foi entendida para a Argentina (Ezeiza, Carlos Spegazinni, Cipoletti, Neuquem, Pasos de los Libres, Lujan de Cuyo.

O número de missionários também aumentou. Foram os missionários Aloizio Reis Mendes (atualmente Vice-Presidente da AD em Sumaré/SP), Selmo Batista Santos, entre outros..

Em 1983 foi criada a Associação Beneficente Daniel Berg (entidade filantrópica e sem fins lucrativos) proporcionando a assistência social para muitas crianças dos bairros mais carentes da cidade.  Também se iniciou o programa “Voz das Assembléias de Deus” na Radio Brasil tendo como apresentadores diversos irmãos, entre eles o Pr Lourival Lima, cooperadores Marcos Neves, Antonio Batista e Enoch Tiburtino.

No ano de 1988 a Assembléia de Deus em Campinas criou a ESTEADEC – Escola Teológica oferecendo os cursos básico e médio em teologia.

Os anos seguintes foram de grande trabalho, mas também de crescimento contínuo.  No ano de 1989, o campo de trabalho estava estruturado com 13 setores, mais as congregações ligadas ao templo sede, formando um número de 70 congregações em Campinas, mais as congregações nas cidades de Paulínia, Jaguariúna, Socorro, Amparo, Monte Alegre do Sul, Pinhalzinho, Tuiutí, Pedra Bela, Serra Negra, três Pontes, Pedreira, Bueno Brandão, Munhoz, Mostarda, Toledo, Senador Amaral, Monte Verde e Bom Repouso.  Em 1989 também foi criado o jornal “Clarim”, com o objetivo de informar, evangelizar e divulgar as notícias do campo para todas as congregações tendo, desde o seu início, a colaboração dos irmãos Antonio Batista (Toninho) e Enoch Tiburtino.

Em 1990 o ministério da AD Campinas contava com 15 pastores, 21 evangelistas, 128 presbíteros e 159 diáconos.

Em fevereiro de 1994, foi criada a Secretaria de Missões (SEMIADEC), com o objetivo de conscientizar e integrar a igreja nos trabalhos missionários.  O primeiro Diretor de Missões foi o Pr. Antonio Rodrigues.

Em março de 1995, o Pr. Marinézio Soares da Silva jubilou e, atendendo ao convite feito pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa (presidente do Ministério do Belém), o pastor Paulo Roberto Freire da Costa, veio da cidade de El Monte – Califórnia (EUA) onde estava já há oito anos realizando um excelente trabalho missionário.

 

Fonte: http://www.adcamp.org.br/nossahistoria/index.asp